”MÍNIMOS”

“um sopro

ninguém viu

de onde vem

ninguém sabe

aonde vai”

 

um vírus

quase

nada

 

um

ponto

na

enseada

 

um quantum

envieza o olhar

 

 

uma artéria

e Minas não tem bocas

e Inês é folha morta

 

um dedo de luz

na chuva oblíqua

um arco de cores

instala

 

um vôo desanda a rota

 

ninhos desovam

 

um triz

frio polar

oceanos que resvalam

 

torres se movem

pés desarvoram

 

espelhos que descamam

não consigo me achar

 

um mínimo

e já não me sou

 

de repente

algo me sonha

 

(Fernando Campanella)

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