O negro fala sobre os rios – Langston Hughes

Conheço os rios:

rios ancestrais como o mundo

e mais remotos que o fluxo de sangue humano

em veias humanas.

Minha alma tornou-se profunda como os rios.

Banhei -me no Eufrates quando a aurora

era ainda criança.

Construí minha choupana às margens do Congo

que me adormecia com suas canções de ninar.

Voltei meus olhos ao Nilo e acima dele

alcei as pirâmides.

Ouvi o canto do Mississipe quando Abe Lincoln

até Nova Orleans por ele navegou

e vi seu coração lamacento dourar-se por inteiro

a cada declinar do sol.

Conheço os rios,

rios nevoentos, imemoriais.

Minha alma tornou-se profunda como os rios.

(Tradução de Fernando Campanella)

THE NEGRO SPEAKS OF RIVERS

(Langston Hughes)

I’ve known rivers:

I’ve known rivers ancient as the world and older

[ than the flow of human blood

[ in human veins.

My soul has grown deep like the rivers.

I bathed in the Euphrates when dawns were

[ young.I built my hut near the Congo and it lulled me

[to sleep.

I looked upon the Nile and raised the pyramids

[ above it.

I heard the singing of the Mississippi when

[ Abe Lincoln went down to New Orleans,

[ and I’ve seen its muddy bosom turn all

[ golden in the sunset.

I’ve known rivers:Ancient, dusky rivers.

My soul has grown deep like the rivers.

(UM POEMA DE LANGSTON HUGHES)

TRADUÇÃO DE FERNANDO CAMPANELLA

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