Moro entre o dia e o sonho

Moro entre o dia e o sonho.

Onde cochilam crianças, quentes da correria.

Onde velhos para a noite sentam

e lareiras iluminam e aquecem o lugar.

 

Moro entre o dia e o sonho.

Onde tocam claros sinos vesperais

e meninas, perdidas da confusão,

descansam à boca do poço.

 

E uma tília é minha árvore querida;

e todos os verões que nela se calam

movem outra vez os mil galhos,

e acordam de novo entre o dia e o sonho.

 

Rainer Maria Rilke

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