Eu decido como vou arder

 

O grande problema está naqueles que querem apenas ‘sobreviver’. Que levam uma existência honesta e não querem se incomodar. Que não querem nada de fora atrapalhando suas vidinhas. Que não têm posicionamento nem causa. Que não medem a própria força, por medo de colidir com as próprias fraquezas. Que não gostam de provocar ondas – nem inimigos. Aqueles pra quem liberdade, honra, verdade e princípio não passam de literatura. De vidas pequenas, convivências pequenas, mortes pequenas. A vida ao modo reducionista: quanto menor, mais fácil de controlar.

 

O bicho-papão não vem atrás de quem não faz barulho. Mas isto não passa de ilusão, pois também morrem estes que escondem a alma sob as cobertas, achando-se a salvo. A salvo?! A salvo do quê? Quem vive está sempre à beira da morte. Ruelas estreiras chegam ao mesmo lugar que amplas avenidas, e a pequena vela arde e se consome tanto quanto a tocha fulgurante.

 

Eu decido como vou arder.”

 

Atribuído a Sophie Scholl, mas pode ter saído de uma peça de teatro de 1991 sobre Scholl, escrita por Lillian Garrett-Groag.

Sophie Magdalena Scholl (Forchtenberg9 de maio de 1921 – Munique22 de fevereiro de 1943) era membro da Rosa Branca, movimento da resistência alemã antinazista. Foi condenada por traição e executada na guilhotina. É conhecida como uma das poucas alemãs que se opuseram ativamente ao Terceiro Reich durante a Segunda Guerra Mundial e é também vista como um mártir .

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2 respostas em “Eu decido como vou arder

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