Vinicius de Moraes

Nada existe de mais revolucionário – porque evolucionário – que a consciência de que só o amor pode salvar o mundo. O amor é a única arma de que dispõe o homem para atravessar uma existência fatalizada pelo sofrimento de nascer, crescer, conviver, trabalhar, amadurecer e por fim morrer dentro de uma sociedade condicionada pelo lucro, pelo prazer e pela intolerância. Uma sociedade cuja cúpula odeia o amor e o considera, no fundo, uma desconversa diante de entidades mais importantes, quais sejam o poder econômico e político, o sentimento de mando, a superioridade hierárquica e de casta: a Supremacia e o Preconceito, enfim, sob todas as suas formas.

O terrível nisso tudo é que se vai fazendo cada dia mais difícil amar, dentro de um mundo neurotizado por mil problemas marginais aos da verdadeira existência, e coexistência, com o resultado de uma debilitação existencial enorme. Está ficando cada dia mais difícil amar direito, amar como deve ser: com o verdadeiro encontro de almas e de corpos totalizados num grande, num imenso entendimento comum. Nada me parece mais importante que a busca desse encontro, sem o qual nenhuma felicidade é possível, nenhum diálogo é provável, nenhum êxtase é absoluto.

Vinícius de Moraes, trecho da crônica “Teoria dos Módulos”

Vinícius de Moraes

É inevitável o clichê: Vinícius é o poeta do encontro. Encontros que só ele era capaz realizar, os mais insólitos e bonitos. Vinícius é o encontro da música e a poesia, do materialismo e o candomblé, do erudito e popular, do antigo e o novo, do rigor poético e a simplicidade, do amor cantado e vivido. Cem anos depois, taí Vinícius e Pessoa no mesmo Poema Bar. Quem diria? na melodia do samba e do fado. Uma bela homenagem!

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5 respostas em “Vinicius de Moraes

  1. Oi, Annie,
    já diz a música Desenho de Giz: “Aí diz o meu coração
    que prazer tem bater se ela não vai ouvir
    Aí minha boca me diz
    que prazer tem sorrir
    Se ela não me sorri também
    Quem pode querer ser feliz
    Se não for por um grande amor.”

    João Bosco/Abel Silva
    Um beijo, Simone

    • Risos…olá !
      Já esperava um comentário do casal revolucionário …risos…mas com a letra da música acima referida é covardia …risos…
      Imagino que os filhos que tiveram são cartas de amor ao mundo , né ?
      Beijão !

  2. Ana, que linda essa homenagem. Você mostrou uma coisa interessante e que já não se faz mais na atualidade. A humildade de ensinar o poder do encontro.
    Vinícius era um homem muito culto, muito preparado. Com tudo isso ele aprendeu que a vida era a arte do encontro e assim ele foi vivendo, unindo e reunindo pessoas de todos os tipos e classes.
    Sempre admiro muito isso nas pessoas. O doar-se por amor, mas amor incondicional.
    Muito linda essa postagem.
    Beijão,
    Manoel

    • Manoel , querido amigo e irmão que Deus colocou em minha vida , vc já reparou que vc deixa uma rosa linda e perfumada , junto com seu comentário todo lindo e perfumado ?
      Obrigada , amigo , por tão lindo comment !
      Beijão ,
      Ana

  3. Oi, Annie, desculpe ter demorado em lhe responder. Você está certíssima. Nossos tres filhos são tres lindas cartas de amor ao mundo, com as bênçãos de Deus, e que já eram amados antes mesmo de terem sido gerados. Um beijo, Simone

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