Canção do Amor Imprevisto – Mário Quintana

 

 

Canção do Amor Imprevisto

 

Eu sou um homem fechado.
O mundo me tornou egoísta e mau.
E a minha poesia é um vício triste,
Desesperado e solitário
Que eu faço tudo por abafar.

Mas tu apareceste com a tua boca fresca de madrugada,
Com o teu passo leve,
Com esses teus cabelos…

E o homem taciturno ficou imóvel, sem compreender nada, numa alegria atônita…
A súbita, a dolorosa alegria de um espantalho inútil
Aonde viessem pousar os passarinhos.

Mario Quintana )
(Antologia Poética. Porto Alegre: EDIPUCRS, 2007. p. 64)

 

Do Blog A Magia da Poesia , por Fábio Rocha .

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